
A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu que a Conferência Mulheres na Economia, cuja 3.ª edição decorreu ontem em Maputo, é um espaço de transformação que aponta caminhos concretos para a emancipação das mulheres e para a promoção da igualdade de género em Moçambique.
“Quando as mulheres se unem, elas transformam e criam alternativas para que nenhuma fique para trás”, afirmou a governante, sublinhando a importância das redes femininas como plataformas de inclusão económica e como instrumentos de afirmação da liderança feminina. Para Ivete Alane, estas redes devem ser mais fortes, mais articuladas e mais visíveis, porque a sua acção colectiva constitui uma força vital para o desenvolvimento do país.
A ministra foi clara ao afirmar que a transformação económica em Moçambique será impossível sem a participação plena das mulheres. Apesar de sustentarem a base produtiva nacional, sobretudo nos sectores da agricultura, comércio e serviços, as mulheres continuam sem acesso proporcional aos benefícios económicos. Persistem barreiras de crédito, de acesso à tecnologia e de entrada nos mercados formais, o que limita o seu potencial de crescimento e inovação.
