
O Distrito de Mapai, na província de Gaza, acolheu nos dias 13 e 14 de Julho uma sessão de validação dos resultados do mapeamento participativo baseado em dados abertos e da Avaliação do Índice de Capacidade de Resposta aos Desastres (ICR) para reforço da planificação, preparação e resposta aos eventos climáticos extremos.
A iniciativa foi conduzida pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), pelo OpenStreetMap Team (HOT), e pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), envolvendo autoridades locais, técnicos do INGD, FDC, HOT e diversos actores ligados à gestão do risco de desastres.
A actividade teve início com um encontro de cortesia junto da Administradora do Distrito de Mapai, seguido da apresentação do processo de mapeamento de dados abertos desenvolvido no âmbito dos esforços de reforço da resiliência climática.
Este exercício permitiu recolher, actualizar e validar informação geoespacial sobre infraestruturas, serviços essenciais, áreas de risco e recursos comunitários, contribuindo para melhorar a disponibilidade de dados fiáveis para o planeamento e a resposta a emergências.
O processo de mapeamento participativo destacou-se por promover o envolvimento directo das populações locais na identificação de elementos críticos para a gestão do risco de desastres, assegurando que os dados produzidos reflectem a realidade do território e possam apoiar a tomada de decisões baseada em evidências.
No segundo dia, os participantes apreciaram os resultados da Avaliação do Índice de Capacidade de Resposta aos Desastres (ICR), uma ferramenta que mede o nível de preparação e capacidade de resposta das instituições locais perante situações de emergência.
A metodologia avalia diferentes dimensões, incluindo a preparação organizacional, os conhecimentos em gestão do risco de desastres, a disponibilidade de recursos e ferramentas, bem como a existência de serviços, infraestruturas e equipamentos para apoiar operações de resposta.
Durante o debate final, os participantes identificaram desafios e oportunidades para continuar a reforçar a resiliência das comunidades face aos impactos das mudanças climáticas e dos eventos extremos.
Foi destacada a necessidade de manter actualizados os dados territoriais, fortalecer a coordenação institucional, investir na capacitação contínua dos actores locais e promover uma participação cada vez mais activa das comunidades nos processos de prevenção e redução do risco de desastres.


