PCA da FDC fala sobre Grupos Vulneráveis e o Papel dos Deputados na AR

A Assembleia da República (AR), órgão de soberania representativo de todos os moçambicanos, recebeu, no dia 18 de Fevereiro, na sessão de indução dos deputados, a PCA da FDC e defensora global dos direitos humanos, Graça Machel.
Durante a sessão, Graça Machel ‘’estreou’’, pela primeira vez na história das sessões de indução dos deputados da AR, o tão oportuno e prioritário tema, mas muito pouco abordado: Grupos Vulneráveis e o Papel dos Deputados. ‘’Está de parabéns as lideranças da AR. A escolha do tema, por si, é uma clara demonstração de sensibilidade e avanço’’, enfatizou a activista.
Com o seu estilo discursivo tonificante, a PCA da FDC reafirmou que os deputados devem estar permanentemente atentos aos problemas da população, tomando iniciativas que ajudam o país a progredir em áreas essenciais, como a paz, educação, saúde e infra-estruturas. ‘’Os números de vulneráveis no país estão acima de 65% da população, sem receio de estar a exagerar’’, disse.
Para Graça Machel, os deputados, enquanto integrantes de um órgão de soberania, têm um importante papel a desempenhar na procura de soluções que vão ao encontro das aspirações dos cidadãos. Além de velar pela aplicação da Constituição e da boa execução das leis, a Assembleia tem de conhecer os grandes problemas de natureza económica e social para poder assumir opções correctas quando tiver de estabelecer prioridades, no âmbito do Orçamento Geral do Estado.
Em representação a Sociedade Civil (SC), Graça Machel aproveitou a ocasião para mostrar a disponibilidade em continuar a trabalhar com o parlamento e propôs, entre outros aspectos, a criação de mapas que destampem a situação crítica de cada província e fossem usados por cada deputado para aferir, no final do ciclo, os progressos do seu círculo. Segundo a activista, a visualização dos problemas do país por distrito/província ajudaria a reunir e identificar elementos que possam contribuir para a tomada de decisões em relação a vários assuntos que dizem respeito à vida das populações.
Ficou igualmente claro durante a sessão que também privilegiou vozes de raparigas e rapazes, que ter informação é um passo significativo para se fazerem boas opções, sobretudo por parte de quem está na governação e tem a espinhosa missão de resolver múltiplos e complexos problemas de milhões de moçambicanos.