Mesa-Redonda Reforça Papel das Mulheres no Diálogo Nacional

Com o propósito de fortalecer a presença e a influência das mulheres nos processos de construção da paz, realizou-se no dia 19 de Junho, em Maputo, a mesa-redonda “Construindo Pontes para o Fortalecimento da Participação das Mulheres no Diálogo Nacional: Desafios e Expectativas”.

A iniciativa, promovida pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), IMD – Instituto para Democracia Multipartidária e Fundação MASC, com o apoio da Academia Política da Mulher, reuniu representantes nacionais e regionais da sociedade civil, destacando a importância de uma abordagem verdadeiramente inclusiva no processo de Diálogo Nacional, oficialmente lançado pelo Presidente da República e aprovado pela Assembleia da República.

O encontro teve como objectivo consolidar o papel das mulheres enquanto agentes de paz, mediadoras e influenciadoras em processos de reconciliação e coesão social. Para os organizadores, este momento representa um marco na amplificação da voz feminina nas plataformas políticas e nos processos de reforma social e política em Moçambique.

“O Diálogo Nacional é, por natureza, inclusivo. Está estruturado em torno de dez dimensões fundamentais que vão orientar o debate e as reformas. Todas as forças vivas da sociedade, incluindo as mulheres, são convidadas a participar activamente”, destacou Edson Macuácua, presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional (COTE).

Para Macuácua, o sucesso do processo dependerá da capacidade colectiva de colocar os interesses do país acima dos interesses de grupo. “O diálogo é um meio. O fim último é alcançar consensos nacionais, capazes de unir Moçambique na sua diversidade”, frisou.

No mesmo espírito, Diogo Milagre, Administrador-Delegado da FDC, sublinhou que a participação das mulheres não é apenas necessária, mas fundamental para garantir a representatividade e a justiça nas reformas que se avizinham.

“As mulheres representam a maioria da população moçambicana. Têm experiências, sensibilidades e aspirações próprias que precisam ser reflectidas nas propostas de mudança. Uma sociedade verdadeiramente inclusiva constrói-se com justiça de género, paz e coesão social”, afirmou Milagre.

Também presente no evento,Sérgia Simiguhe, em representação do Movimento Mulher e Paz, destacou que o actual processo de diálogo e a criação da Comissão Técnica estão alinhados com os objectivos do Movimento.

“Desde 2018, o Movimento Mulher e Paz promove a inclusão da mulher como agente activa de reconciliação e coesão social. Esta mesa-redonda reforça esse compromisso e representa uma oportunidade concreta de fazer ouvir a voz das mulheres num momento crucial para o futuro do país”, referiu.

A mesa-redonda concluiu-se com um apelo à mobilização activa das mulheres em todos os níveis do processo do Diálogo Nacional, não apenas como participantes, mas como co-construtoras de soluções sustentáveis para os desafios sociais, políticos e económicos do país.

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